Dom Odilo Pedro Scherer

13/03/2020


Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer

  7º Arcebispo Metropolitano de São Paulo

Lema: "In meam commemorationem" ("fazei isto em memória de mim").
Período: 2007 - atual



Dom Odilo Pedro Scherer (Cerro Largo, 21 de setembro de 1949) é um cardeal brasileiro, décimo nono bispo de São Paulo, sendo seu sétimo arcebispo e quinto cardeal. Atualmente exerce também a função de Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).[1]

Filho de Edwino Scherer e Francisca Wilma Steffens Scherer, é descendente de imigrantes alemães da região do Sarre (Saarland) radicados no Rio Grande do Sul, é o sexto filho do casal, em total de 13 irmãos. É parente distante do falecido Cardeal Dom Vicente Scherer.

Seus estudos primários foram realizados no Seminário São José, em Toledo no Paraná, onde o bispo Dom Armando Círio foi o idealizador e responsável. Os reitores, à época, foram o padre Santo Pelizer, depois padre Luís Vacaro. Foi então transferido para o Seminário Menor São José, em Curitiba, no mesmo estado do Paraná.

Realizou seus estudos preparatórios no Seminário Menor São José, em Cascavel. O curso de Filosofia foi realizado no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, também em Curitiba, e na Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul (1970-1975). Cursou Teologia no Studium Theologicum, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba.[2] É mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1994-1996)




Presbitério 

Foi ordenado presbítero no dia 7 de dezembro de 1976, em Toledo por Dom Armando Círio, O.S.I.

Atividades durante o presbiterato

Foi reitor e professor no Seminário Diocesano São José, em Cascavel (1977-1978); no Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja, em Toledo (1979-1982 e 1993); professor de Filosofia na Faculdade de Ciências Humanas Arnaldo Busatto, em Toledo (1980-1985); na Universidade Estadual do Oeste do Paraná, em Toledo (1985-1994); professor de Teologia no Instituto Teológico Paulo VI, de Londrina (1985); vigário paroquial e cura da Catedral Cristo Rei, de Toledo (1985-1988); reitor do Seminário Teológico de Cascavel (1991-1992); diretor e professor do Centro Interdiocesano de Teologia de Cascavel (1991-1993); reitor do Seminário Diocesano Maria Mãe da Igreja (1993); membro da Comissão Nacional do Clero da CNBB (1985-1988); da Comissão Teológica do Regional Sul II (1992-1993); oficial da Congregação para os Bispos, na Cúria Romana (1994-2001).


Episcopado

Em 28 de novembro de 2001, o Papa João Paulo II, o designou bispo-titular de Novi e auxiliar de São Paulo, aos 52 anos.

Recebeu a ordenação episcopal, em 2 de fevereiro de 2002, sendo Ordenante principal o Cardeal Dom Cláudio Hummes, arcebispo de São Paulo, e consagrantes: Dom Armando Círio OSI, arcebispo emérito de Cascavel, e Dom Anuar Battisti, então bispo de Toledo.[2]

No dia 9 de março de 2002, tomou posse como bispo auxiliar de São Paulo.

Foi bispo auxiliar de São Paulo (2002-2007); secretário-geral da CNBB (2003-2007); secretário-geral adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina CELAM e do Caribe, em maio de 2007. Desde 2007 é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB.

Arcebispo de São Paulo

Em 20 de março de 2007, foi nomeado Arcebispo de São Paulo, a terceira maior arquidiocese católica romana do mundo, assumindo dessa forma também o cargo de Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).[3] Recebeu o pálio das mãos do Papa Bento XVI, no dia 29 de junho de 2007.

No dia 8 de maio de 2011 foi eleito presidente do Regional Sul I da CNBB.


Cardinalato 

Em 24 de novembro de 2007, foi elevado ao cardinalato pelo Papa Bento XVI, no Consistório de 2007, na Basílica de São Pedro, recebendo o título de Cardeal-presbítero de Santo André no Quirinal, sendo um dos mais jovens membros do Colégio Cardinalício.[2][4]

Em dicastérios vaticanos é membro da Congregação para o Clero, da Comissão Cardinalícia de Vigilância do Instituto para as Obras de Religiões, do XII Conselho Ordinário da Secretaria do Sínodo dos Bispos, do Pontifício Conselho para a Família, da Pontifícia Comissão para a América Latina e do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.[4]

Foi eleito como membro delegado pela CNBB para participar como Padre Sinodal da 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos a se realizar no Vaticano de 7 a 28 de outubro de 2012.

Em novembro de 2012, como Grão-Chanceler da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), nomeou a terceira colocada na lista tríplice Anna Cintra. Embora o cargo de grão-chanceler lhe garanta o direito de optar por qualquer um dos três nomes, a escolha causou o descontentamento de alguns professores e alunos que esperavam a nomeação do primeiro nome da lista, como sói acontecer. O fato que também agravou foi o tempo para a nomeação, pois esperou por quase dois meses para nomear as vésperas do recesso acadêmico (férias) o que não teria sido bem visto pela comunidade acadêmica. Em 15 de fevereiro de 2013, o Vaticano confirmou a escolha do cardeal e oficializou Anna Cintra no cargo de reitora.[5]

No dia 12 de março de 2013, adentrou o Conclave Papal, na Capela Sistina, na cidade do Vaticano, sendo citado pela mídia internacional como um dos possíveis papabiles, em substituição a Bento XVI, que renunciou, dias antes